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ICMbio desliga nove brigadistas na Serra da Canastra

  • 28 de set. de 2016
  • 2 min de leitura

Profissionais são responsáveis por combater e evitar incêndios no local. Local tem alta incidência de fogo devido a vegetação rasteira.

Brigadistas são responsáveis pelo combate ao fogo na Serra da Canastra (Foto: Vicente de Paulo/Divulgação)

O Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMbio) de São Roque de Minas desligou, na última semana, nove brigadistas responsáveis pelo combate a incêndios no Parque Nacional da Serra da Canastra. Segundo o chefe substituto do local, Vicente Faria, o desligamento ocorreu por determinação do órgão em Brasília.

Faria contou ao G1 que com o desligamento dos nove brigadistas o parque passa a contar com 20 profissionais. Um número considerado baixo, já que até 2015 o parque contava com 42 pessoas na brigada. "Tinha autorização para contratar 42 brigadistas novamente, entretanto, já sabendo desses possíveis cortes contratei 29, mas julgaram um número alto e foi preciso então fazer os desligamentos", explicou.

Os brigadistas da Serra da Canastra trabalham por seis meses no regime de contrato temporário. Eles recebem um salário mínimo mais benefícios. Contudo, após o período de trabalho, eles não podem prestar serviços pelo prazo de dois anos para que não haja vínculo empregatício.

A contratação ocorre anualmente no mês de maio e segue até outubro. "Esse é o período de seca e o mais crítico quanto aos riscos de incêndios. Por isso, a contratação é pensada nestes meses", esclareceu Vicente.

Além de controlarem as chamas quando ocorrerem, os brigadistas auxiliam em trabalhos que visam evitar incêndios, como a construção de aceiros, manutenção nas pontes, auxílio na manutenção das estradas dentre outros serviços.

Fogo modifica paisagem na Serra da Canastra e afeta o turismo (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)

Incidência de incêndios

A Serra da Canastra é um local com alta incidência de fogo devido a vegetação rasteira que no período sem chuvas fica seca e de fácil combustão, como detalhou Vicente. Qualquer estímulo de fogo é capaz de devastar áreas de grandes proporções na região.

Além de incêndios acidentais, como bitucas de cigarros jogadas no mato seco, há também incêndios criminosos e os próprios moradores, que às vezes para renovação de pastagem colocam fogo em suas propriedades, que por sua vez são vizinhas do parque e assim muitas vezes o fogo perde o controle e as chamas acabam se alastrando com facilidade dentro do Parque Nacional.

Em 2014, foi registrada a última grande queimada no parque. Os efeitos vão desde a degradação da biodiversidade como a flora e a fauna, até a desaceleração da economia local, já que o cenário é completamente modificado e o turismo, uma das fontes de renda da região, cai em até 60%, como ocorreu em 2014.

 
 
 

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